Mulher de corrupto, burra, vai ter aulas com jornalista esperto e inteligente que busca um furo. Achei que seria mais engraçado, principalmente nas cenas sobre Washington, mas não foi. A graça que teve ficou por conta de Judy Holliday e o seu “whaaaaattt” inconfundível.
Eu gosto muito do Billy Wilder e o considero bastante moderninho. Este é um filme dolorido e forte (bastante para os padrões hollywoodianos de 1945). Ray Milland, que geralmente é um pouco canastrão, está muito bem no papel de Frank. Filme para quem sabe o que é “At night, the stuff’s a drink. In the morning, it’s medicine….It’s a terrifying problem, Nat, because if it’s dawn, you’re dead. The bars are closed and the liquor stores don’t open until nine o’clock and you can’t last until nine o’clock”.
Ela casada encontra ele casado. A Brief Encounter é um dos melhores filmes que eu já vi porque me manteve tensa e angustiada a cada encontro dos dois. Todas as cenas parecem meticulosamente calculadas e a atriz Celia Johnson, que odiava fazer cinema, é uma atriz maravilhosa - só vemos o filme através da sua perspectiva e muitas vezes sua expressão facial diz mais do que todas as palavras.
Esse não é o melhor filme do William Castle, “The Tingler”, por exemplo, é bastante superior. Ainda assim esse é bastante divertido, um filme B que inspirou Hitchcock a fazer o seu próprio low-budget de sucesso. Ah, e é claro, eu queria que o Vincent Price fosse meu pai.



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