terça-feira, 5 de maio de 2009

#17




Pretty Poison
Anthony Perkins foi ator principal de um Hitchcock e um Orson Welles, mas ninguém lembra da cara dele. No entanto, para fazer papel de maluco patético que-raiva-ele-me-dá, não tem pra ninguém. Esse é um sleeper esquecido, mas com muito valor.















Mighty Aphrodite

O primeiro Woody Allen que assisti - de quando eu frequentava locadoras, tinha dois videos cassetes e nenhuma vida. Aluguei e gostei. Assisti agora, mais de dez anos depois, e a reafirmei o gosto.
















Interiors
Filme denso, bergmaniano, triste e que me vez soltar suspiros e tudo mais. Cinco estrelas, para ser revisto em breve. I feel the need to express something, but I don't know what it is I want to express. Or how to express it.

















Father's little dividend

Filme perfeito para ser assistido depois de Interiores. Divertido, leve, famílias Americanas bonitas, a garotinha do papai que vai casar, Spencer Tracy e Elizabeth Taylor. Alívio.

















Adam's Rib
Ainda na sessão detox, Katherine Hepburn e Spencer Tracy disputando a guerra dos sexos. Gracinha.
















quarta-feira, 29 de abril de 2009

#16



Cat People

Outro clássico do terror. Adorável. E que sirva de lição: nunca nos faça sentir raiva ou ciúmes. Principalmente ciúmes.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

#15

The Uninvited


Clássico do terror. Ray Milland roubando todas as cenas dos atores encarnados e desencarnados. Tramas macabras, segredos sombrios, maldições. Ah, quando o terror não significava decapitar 3928.93747l84842,09 seres humanos.


















Manhattan Murder Mistery


É estranho colocar as coisas dessa forma, mas esse foi o filme mais engraçado do Woody Allen que eu já vi. Ri genuinamente e veria de novo agora mesmo. Acho que a Diane Keaton é a melhor coadjuvante e olha que eu nem gostava dela.



















Deconstructing Harry


Mais do mesmo sem boas piadas. Esse não deu muito, mas acho que me acostumei com os bons e relevo os ruins porque sim.















Sweeney Todd
Quando alguém que odeia musicais - joão - gosta de um musical, isso pode ser um bom sinal. Gosto do Tim Burton e simpatizo com histórias fantásticas e sombrias.


sábado, 25 de abril de 2009

#14


2 days in Paris

Quando o filme estreou, fiquei curiosa. Gosto da Julie Delpy e, assim como 80% das mulheres, acho que Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol são filmes lindos que retratam a minha realidade amorosa. Uma amiga foi ao cinema, me ligou e disse: "Nossa, esse filme é sobre você e o João". Depois de semanas na fila da blockbuster finalmente pude conferir. Sobre ser um filme sobre João e eu, não posso afirmar; sobre ser um filme leve pra um sábado à tarde, isso sim. Cansativo no final, mas ainda assim engraçado.

















Stardust Memories

Não foi um dos meus preferidos, mas o que posso dizer? O homenzinho tem me ganhado pelo cansaço. As mulheres de Woody são sempre interessantes, mesmo que caricatas, e nesse filme conhecemos todos os tipos já batidos.



















The Nanny
O filme começa e você diz que quer chegar aos cinquenta com uma babá igualzinha à Bette Davis. Mas, convenhamos, uma babá igualzinha a Bette às vezes pode dar um pouco de medo. E dá, mas no sentido de: cara, que bizarro.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

#13




Morangos Silvestres

Sonhos de freud, fantasmas do natal, conversas alheias com o psiquiatra, uma nora sincera demais: adoro temáticas que fazem com que as pessoas reflitam sobre seu egoísmo e frieza. É certo de cair no meu gosto. E quando isso é feito por Bergman, bem, ai o buraco é mais embaixo e os olhos grudados na tela não piscam. Ah, tive ereções noturnas com Ingrid Thulin.

















The Letter

Outro dramalhão, só que menos dramático e com uma trama encorpada. Betty ainda jovem usando seus olhões para o mal. Como não gostar?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

#12

Gostei mais do que do Manhatan. Por quê? Não sei. Nesse os personagens parecem mais reais, as atuações melhores e a trama mais convincente. Simplesmente ótimo.






















Filmes que retratam a infância de alguém, nesse caso do Woody Allen dirigido e escrito por ele, sempre te fazem querer fazer um filme sobre a sua família também. E, para mim, o mais legal é poder ver como o rádio era importante na vida das pessoas. Ah, homenzinho, você acertou de novo.





















Ótimo dramalhão de época. Joan Crawford no auge da beleza. Quase novela das oito que te obriga a virar pro lado e, realmente incomodada, dizer: "Por que ela tá fazendo isso? Ela não pode se casar com ele!"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

#11

The Third Man


Baseado numa história de Graham Greene, o terceiro homem é filme noir clássico dos anos 40 que continua atual hoje. Um filme londrino sem a menor cara de filme londrino. Há uma cena, quando a luz na sacada do apartamento acende e revela o sorriso maravilhoso que só Orson Welles pode dar, que já valeria o filme inteiro. Mas o filme é muito mais do que um sorriso, um dos melhores do gênero na minha opinião. Um must see.













White Heat



A atuação de James Cagney já vale por todo filme, e eu poderia decorar cada uma das suas falas (li que ele poderia ser considerado o Scarface da época). E convenhamos, um filme de gangster com James Cagney e com personagens que se chamam Big Ed, Ma, Verna e Vic, só pode ser bom.
Roy Parker: You wouldn't kill me in cold blood, would ya?
Cody Jarrett: No, I'll let ya warm up a little.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

#10

Rio Bravo

Um grande grande filme, tanto em duração, duas horas e vinte minutos, quanto no sentido de clássico. Reza a lenda que Quentin Tarantino, ao namorar uma garota, sentava e assistia ao filme com ela e, se ela não gostasse, o namoro acabava. Rio Bravo também inspirou um dos meus filmes preferidos, Assalto à 13º DP (1974) do John Carpenter e traz, além de John Wayne e seu rebolado que quase me fraturou o quadril ao tentar imitar, a atuação impecável de Dean Martin (rat pack) como o borachón da cidade e o ídolo adolescente Ricky Nelson. Cinco estrelas, e agora eu e João podemos namorar o Tarantino.










Paths of glory


Esse não é um filme de guerra comum. Eu, que não gosto de filmes de guerra, gostei bastante e recomendei. Esse é basicamente um filme antiguerra, onde os mocinhos não são mocinhos, os inimigos não são os vilões e as intenções não são boas. Um dos melhores filmes do Kubrick e uma bela atuação de um então jovem bonitão Kirk Douglas.













Straight Time



Baseado em fatos reais da vida do escritor e penitenciário Edward Bunker, que escreveu o livro na prisão. A história, para os padrões atuais, é bastante clichê, mas Dustin Hoffman consegue carregar o papel com maestria.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

#9

Zelig

Zelig parece um documentário sério com professores, médicos e historiadores dando seus pareceres sobre esse personagem incomum, desses que passam no History Channel, mas com uma história tão absurda e hilária que acabou se transformando no primeiro do gênero "mockumentary". Zelig, interpretado, é claro, por Woody Allen, atravessa os anos conhecendo muitas celebridades famosas dos anos 20 como Josephine Baker, Al Capone, F. Scott Fitzgerald, Lou Gehrig e até mesmo Hitler, e eventualmente tomando suas formas. Li uma menina dizendo que o pai assistiu os primeiros dez minutos do filme e realmente acreditou que aquelas eram imagens reais. Em algumas maneiras me lembrou de Forrest Gump (a cena em que Zelig faz parte dos soldados de Hitler principalmente). O segundo acerto do homenzinho comigo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

#8

Quem quer ser um milionário?


Esta concorrendo com o Benjamin Button e por mim já ganhou. Não é fanstástico, mas como assisti sabendo pouco da história, acabei gostando, mesmo com o final adocicado. Quando tiver sua estréia no cinema, apesar da tradução lamentável do título, é um must see.
p.s: a dança no final do filme me lembrou disso. Adorei.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

#7

Meu amigo Harvey



Antes de o filme começar, assistimos a uma pequena apresentação bônus feita por James Stewart em 1990. Nós ouvimos um pouco e eu disse: James estava velho, ele formula muitos pensamentos, mas não consegue desenvolve-los claramente. Infelizmente o filme me deixou a mesma impressão. Baseado numa peça ganhadora do Pulitzer, a história e as atuações são fantásticas, mas o filme parece carecer da mão firme de um bom diretor.







Ossessione


O filme de Luchino Visconti, banido por Mussolini e somente exibido anos depois do regime fascista, é interessante. Um tanto longo e lento, como alguns filmes europeus parecem ser, mas é fruto do realismo italiano e bastante instigante. Não chega a ser um thriller, como sua versão americana "O destino bate à sua porta", preferindo dar enfoque a história de amor. E quem gosta de histórias de amor, gostará de Ossessione.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

#6

A última sessão de cinema



Filme ambientado nos anos 50, preto e branco e muito bem filmado. Nós acabamos vivendo a vida de cada garoto e garota daquela cidade e nos desesperando junto. Com um final extremamente pessimista e triste, entrou pro hall dos queridinhos.












Grandes Esperanças (1946)


Clássico de Charles Dickens numa das melhores adaptações de literatura no cinema. Enquanto a refilmagem de 1998, com Ethan Hawke e Gwyneth Paltrow, focava no romance de Pip e Estella, este narra mais detalhadamente a história de Pip, seu misterioso benfeitor e seu final feliz. Adorável.













Crimes e Pecados





Taí um Woody Allen que eu realmente gostei. Também é bastante pessimista porque, prometo não entregar muito, todas as pessoas que fizeram coisas, por assim dizer, "erradas" se deram bem no final. E aqueles que quiseram algo um pouco melhor agindo "bem" se deram mal. É, eu adoro ver a vida real na televisão.











Alma Atormentada (1942)



Como diria a minha mãe: não se fazem mais estrelas como as de antigamente. Nesse filme em particular estamos falando de Alan Ladd e Veronica Lake (isso sim é que era mulher bonita).O filme é um bom noir e o vilão é um dos melhores vilões - um gordinho meio afeminado que odeia violência.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

#5

O curioso caso de Benjamin Button.


Quando o filme acabou foi impossível conter o desejo de dizer: okay, ele está ficando jovem enquanto todos envelhecem, e? E que é só isso mesmo. Benjamin Button rejuvenesce enquanto a trama se desenrola do jeitinho que a gente acha que vai se desenrolar. Algumas cenas ainda me deixaram com a sensação de terem sido colocadas com o único intuito de tocar o coração da platéia. O que compensa mesmo é a fotografia, que é bonita.









Tesouro de Sierra Madre


Adorei, agora eu quero ir pra Tampico, alugar um burro e dar moedas a um Humphrey Bogart meio careca e seu amigo bonitinho (que se parece com o Amarante dos Los Hermanos). Quero conhecer bandidos que usam sombreiros, gritam “AI, AI, AI, AI” igual ao ligeirinho e cavam suas próprias sepulturas. Ah, Viva o México.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

#4

E o vento levou...


Acho que toda mulher se identifica um pouco com Scarlett O’Hara. Quem de nós nunca quis se jogar no chão e gritar que jamais sentiria fome novamente? Scarlett é uma chata mimada, mas graças aos deuses Rhett Butler (Clark Gable) esta lá pra dar um jeito na mocinha. O filme é longo, bem longo, mas tem ritmo, história pra contar e fôlego. Até o fim. Afinal, é por isso que clássicos são chamados assim.










O médico e o monstro (1931)

Todos conhecem a história de Jekyll e Hyde, mas nem por isso o filme é menos interessante. A julgar que estamos em 1931, os efeitos especiais realmente surpreendem, e o “monstro”, com sua aparência quase simiesca, é assustador. Ah, e como foi filmado antes do código de conduta hollywoodiano, o filme é bastante moderninho, já que vemos prostitutas seminuas, insinuações de sexo e estupro e romances que quase se realizam.










Perseguidor Implacável


Eu acho que essa frase diz TUDO sobre o filme: I know what you're thinking- "Did he fire six shots or only five?" Well, to tell you the truth, in all this excitement, I've kinda lost track myself. But, being this is a .44 Magnum, the most powerful handgun in the world and would blow your head clean off, you've got to ask yourself one question: "Do I feel lucky?" Well, do ya, punk? Precisa mesmo de mais alguma coisa? Bem, talvez eu possa complementar dizendo que considero Clint Eastwood um dos atores mais charmosos do mundo e neste filme ele mostra que o charme é cultivado desde que era um jovem de cabelos castanhos e fartos.










Adeus, Mr. Chips



Sabe? Essa é toda a graça e a mágica hollywoodiana. Eles conseguem pegar a historia de uma vida patética e deprimente e te fazer sentir triste e simpatizar pelo Mr. Chips. É interessante, mas nada além disso.











Conexão França


Acho que é um dos primeiros filmes do gênero com perseguições de carros, batidas, violência e sangue. O principal diferencial é New York dos anos setenta e Gene Hackman em uma das suas melhores atuações. A cena do metrô merece ser revista.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

#3

A felicidade não se compra

Esse filme pode ser um clichê natalino nos Estados Unidos, mas se eu morasse lá aposto que o assistiria todos os anos. O filme é triste sem ser triste e alegre sem ser alegre. Impossível não se colocar na pele de George quando pensamos em tudo o que seríamos e não fomos, tudo o que gostaríamos de ter feito e não fizemos. Lágrimas nos olhos, nós na garganta, mas também suavidade - porque James Stewart é simplesmente o máximo.










Shane - Os brutos também amam

Tenho a teoria que esses filmes eram escritos para os homens aprenderem a serem homens. Eu, que não sou fã de faroestes, quero me levantar e correr atrás do Shane em seu cavalo. Esses eram os bons tempos em que uma cena de luta fazia com que você se ajeitasse no sofá e apertasse os punhos. Bons tempos em que os vilões causavam tanto medo só por serem rápidos no gatilho e vestirem preto.












Um bonde chamado desejo

Para quem gosta de romances teatrais, mulheres que fervem água e jogam nos maridos, New Orleans pobre e sensual e homens bonitões, cruéis e carentes esse é o filme. Blanche BuBois é uma das melhores personagens que o teatro já criou. E eu, que não sou fã do Marlon Brando, dei o braço a torcer e suspirei pelo bandido.











O abominável dr. phibes



Certamente um dos melhores do Vincent Price. Seus olhos e sua famosa voz são praticamente o papel principal do fime graças a espessa camada de maquiagem que lhe cobre o rosto - Price não move os lábios nenhuma vez durante o filme (observem o porquê na caveirinha do pôster ao lado). No quesito alegorias e adereços bizarros esse filme é nota DEZ.