Zelig parece um documentário sério com professores, médicos e historiadores dando seus pareceres sobre esse personagem incomum, desses que passam no History Channel, mas com uma história tão absurda e hilária que acabou se transformando no primeiro do gênero "mockumentary". Zelig, interpretado, é claro, por Woody Allen, atravessa os anos conhecendo muitas celebridades famosas dos anos 20 como Josephine Baker, Al Capone, F. Scott Fitzgerald, Lou Gehrig e até mesmo Hitler, e eventualmente tomando suas formas. Li uma menina dizendo que o pai assistiu os primeiros dez minutos do filme e realmente acreditou que aquelas eram imagens reais. Em algumas maneiras me lembrou de Forrest Gump (a cena em que Zelig faz parte dos soldados de Hitler principalmente). O segundo acerto do homenzinho comigo.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
#9
Zelig parece um documentário sério com professores, médicos e historiadores dando seus pareceres sobre esse personagem incomum, desses que passam no History Channel, mas com uma história tão absurda e hilária que acabou se transformando no primeiro do gênero "mockumentary". Zelig, interpretado, é claro, por Woody Allen, atravessa os anos conhecendo muitas celebridades famosas dos anos 20 como Josephine Baker, Al Capone, F. Scott Fitzgerald, Lou Gehrig e até mesmo Hitler, e eventualmente tomando suas formas. Li uma menina dizendo que o pai assistiu os primeiros dez minutos do filme e realmente acreditou que aquelas eram imagens reais. Em algumas maneiras me lembrou de Forrest Gump (a cena em que Zelig faz parte dos soldados de Hitler principalmente). O segundo acerto do homenzinho comigo.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
#8
Esta concorrendo com o Benjamin Button e por mim já ganhou. Não é fanstástico, mas como assisti sabendo pouco da história, acabei gostando, mesmo com o final adocicado. Quando tiver sua estréia no cinema, apesar da tradução lamentável do título, é um must see.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
#7
Antes de o filme começar, assistimos a uma pequena apresentação bônus feita por James Stewart em 1990. Nós ouvimos um pouco e eu disse: James estava velho, ele formula muitos pensamentos, mas não consegue desenvolve-los claramente. Infelizmente o filme me deixou a mesma impressão. Baseado numa peça ganhadora do Pulitzer, a história e as atuações são fantásticas, mas o filme parece carecer da mão firme de um bom diretor.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
#6
Filme ambientado nos anos 50, preto e branco e muito bem filmado. Nós acabamos vivendo a vida de cada garoto e garota daquela cidade e nos desesperando junto. Com um final extremamente pessimista e triste, entrou pro hall dos queridinhos.
Clássico de Charles Dickens numa das melhores adaptações de literatura no cinema. Enquanto a refilmagem de 1998, com Ethan Hawke e Gwyneth Paltrow, focava no romance de Pip e Estella, este narra mais detalhadamente a história de Pip, seu misterioso benfeitor e seu final feliz. Adorável.
Taí um Woody Allen que eu realmente gostei. Também é bastante pessimista porque, prometo não entregar muito, todas as pessoas que fizeram coisas, por assim dizer, "erradas" se deram bem no final. E aqueles que quiseram algo um pouco melhor agindo "bem" se deram mal. É, eu adoro ver a vida real na televisão.
Como diria a minha mãe: não se fazem mais estrelas como as de antigamente. Nesse filme em particular estamos falando de Alan Ladd e Veronica Lake (isso sim é que era mulher bonita).O filme é um bom noir e o vilão é um dos melhores vilões - um gordinho meio afeminado que odeia violência.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
#5
Quando o filme acabou foi impossível conter o desejo de dizer: okay, ele está ficando jovem enquanto todos envelhecem, e? E que é só isso mesmo. Benjamin Button rejuvenesce enquanto a trama se desenrola do jeitinho que a gente acha que vai se desenrolar. Algumas cenas ainda me deixaram com a sensação de terem sido colocadas com o único intuito de tocar o coração da platéia. O que compensa mesmo é a fotografia, que é bonita.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
#4
Acho que toda mulher se identifica um pouco com Scarlett O’Hara. Quem de nós nunca quis se jogar no chão e gritar que jamais sentiria fome novamente? Scarlett é uma chata mimada, mas graças aos deuses Rhett Butler (Clark Gable) esta lá pra dar um jeito na mocinha. O filme é longo, bem longo, mas tem ritmo, história pra contar e fôlego. Até o fim. Afinal, é por isso que clássicos são chamados assim.
Eu acho que essa frase diz TUDO sobre o filme: I know what you're thinking- "Did he fire six shots or only five?" Well, to tell you the truth, in all this excitement, I've kinda lost track myself. But, being this is a .44 Magnum, the most powerful handgun in the world and would blow your head clean off, you've got to ask yourself one question: "Do I feel lucky?" Well, do ya, punk? Precisa mesmo de mais alguma coisa? Bem, talvez eu possa complementar dizendo que considero Clint Eastwood um dos atores mais charmosos do mundo e neste filme ele mostra que o charme é cultivado desde que era um jovem de cabelos castanhos e fartos.
Sabe? Essa é toda a graça e a mágica hollywoodiana. Eles conseguem pegar a historia de uma vida patética e deprimente e te fazer sentir triste e simpatizar pelo Mr. Chips. É interessante, mas nada além disso.
Acho que é um dos primeiros filmes do gênero com perseguições de carros, batidas, violência e sangue. O principal diferencial é New York dos anos setenta e Gene Hackman em uma das suas melhores atuações. A cena do metrô merece ser revista.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
#3
Esse filme pode ser um clichê natalino nos Estados Unidos, mas se eu morasse lá aposto que o assistiria todos os anos. O filme é triste sem ser triste e alegre sem ser alegre. Impossível não se colocar na pele de George quando pensamos em tudo o que seríamos e não fomos, tudo o que gostaríamos de ter feito e não fizemos. Lágrimas nos olhos, nós na garganta, mas também suavidade - porque James Stewart é simplesmente o máximo.
Tenho a teoria que esses filmes eram escritos para os homens aprenderem a serem homens. Eu, que não sou fã de faroestes, quero me levantar e correr atrás do Shane em seu cavalo. Esses eram os bons tempos em que uma cena de luta fazia com que você se ajeitasse no sofá e apertasse os punhos. Bons tempos em que os vilões causavam tanto medo só por serem rápidos no gatilho e vestirem preto.
Para quem gosta de romances teatrais, mulheres que fervem água e jogam nos maridos, New Orleans pobre e sensual e homens bonitões, cruéis e carentes esse é o filme. Blanche BuBois é uma das melhores personagens que o teatro já criou. E eu, que não sou fã do Marlon Brando, dei o braço a torcer e suspirei pelo bandido.
Certamente um dos melhores do Vincent Price. Seus olhos e sua famosa voz são praticamente o papel principal do fime graças a espessa camada de maquiagem que lhe cobre o rosto - Price não move os lábios nenhuma vez durante o filme (observem o porquê na caveirinha do pôster ao lado). No quesito alegorias e adereços bizarros esse filme é nota DEZ.
#2
É claro que o monstro e o professor são a mesma pessoa e que a trama se desenrola perfeitamente até o final do filme. É meio que óbvio, mas é um Vincent Price e extremamente divertido. O final é emocionante.
A história parece interessante, mas não emplaca. O romance, base de sustentação do filme, surge sem explicação. Wendy parece que nunca havia sido apresentada a um homem e, que pelo simples fato de estar ao lado de um, se apaixona. Nem o mocinho sabe por que se apaixonou por ela. O lado positivo é a fotografia, extremamente bonita e rica.
Acho impossível haver um filme com James Stewart, Carry Grant e Katherine Hepburn e ser um filme ruim. Impossível.
Confesso que torci o nariz quando soube que era um filme do Gene Wilder. Estava acostumada a vê-lo na odiosa sessão da tarde do SBT com o filme "Cegos, Surdos e Loucos". Mas Expresso de Chicago não é tão ruim assim. Também está presente o ator Richard Pryor que, é claro, faz as cenas mais divertidas.
Filme Bzão, com baixíssimo orçamento e absolutamente fantástico. Eu sabia que ia gostar no primeiro minuto quando, naquele clima noir, a narração em off começa a descrever o que acabara de acontecer e nos faz aumentar o volume e nos ajeitar no sofá. CLássico. Eu quero ser a Vera quando crescer - mas não quero morrer enforcada pelo telefone.
“A Mulher Faz o Homem” é um dos melhores filmes que já vi. James Stewart é o meu herói, já disse? Na minha vasta experiência em idolatrar vilões, Stewart é o único mocinho que rouba todas as cenas.
No IMDB um cara diz que não dá para esperar uma trama simplória de Orson Welles, e eu preciso concordar. A trama é intrincada e é preciso que você seja um sujeito com imaginação para chegar a algumas conclusões no final, mas é claro que vale a pena. A cena clássica no parque, na cabine dos espelhos, é sim uma das melhores do cinema. Ah, e Rita Hayworth deve ter sido a primeira garota a dizer: I told you I was trouble.
Filme técnicamente tão perfeito e tão aclamado que a gente fica assim de não gostar e assim por gostar também. Também fiquei na dúvida se Kane era, no fundo, um persongem muito solitário que só queria ser amado ou um egoísta maluco com idéias megalomaníacas na cabeça. Mistério que não será respondido neste filme, Rosebud. Ainda assim, super clássico e recomendado.
Woody Allen, né? Vamos dizer que eu não sou fã número um dele. Geralmente acabo irritada com o homenzinho e seus personagens. Ele próprio não vê nada de muito especial em seus filmes, então, quem sou eu para achar? Teoricamente Manhattan seria retratada como uma pintura em preto e branco da Nova York dos tempos de infância de Allen, mas nem isso eu achei bonito. Este definitivamente será esquecido - ou confundido com todos os outros.
Annie Hall deve ser encarado como um dos primeiros filmes do tipo “garota interessante & problemática encontra nerd problemático, desencontros, separações, narrações em off e tiradas engraçadinhas” ou se parecerá com dezenas de outros filmes que vieram depois desse. É um filme divertido como cenas muito boas, como a apresentação às respectivas famílias e a discussão na fila do cinema, mas sem se esquecer que é, acima de tudo, um Woody Allen, ou seja, quem não gosta do moço, não vai gostar do filme.
domingo, 11 de janeiro de 2009
#1
Mulher de corrupto, burra, vai ter aulas com jornalista esperto e inteligente que busca um furo. Achei que seria mais engraçado, principalmente nas cenas sobre Washington, mas não foi. A graça que teve ficou por conta de Judy Holliday e o seu “whaaaaattt” inconfundível.
Eu gosto muito do Billy Wilder e o considero bastante moderninho. Este é um filme dolorido e forte (bastante para os padrões hollywoodianos de 1945). Ray Milland, que geralmente é um pouco canastrão, está muito bem no papel de Frank. Filme para quem sabe o que é “At night, the stuff’s a drink. In the morning, it’s medicine….It’s a terrifying problem, Nat, because if it’s dawn, you’re dead. The bars are closed and the liquor stores don’t open until nine o’clock and you can’t last until nine o’clock”.
Ela casada encontra ele casado. A Brief Encounter é um dos melhores filmes que eu já vi porque me manteve tensa e angustiada a cada encontro dos dois. Todas as cenas parecem meticulosamente calculadas e a atriz Celia Johnson, que odiava fazer cinema, é uma atriz maravilhosa - só vemos o filme através da sua perspectiva e muitas vezes sua expressão facial diz mais do que todas as palavras.































